Ampliação de obra no Suave Mar está legal

AvatarRedação , 8 de abril, 2020

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A ampliação de uma moradia no Suave Mar, numa zona de primeira linha de costa na freguesia das Marinhas, concelho de Esposende, está a levantar dúvidas entre os habitantes locais quanto à legalidade desta.

O impacto visual não deixa ninguém indiferente, até mesmo a Câmara de Esposende, que em resposta a este jornal atestou a legalidade da obra.

«O Município tem conhecimento da obra em questão, uma vez que a mesma decorre ao abrigo de um alvará de construção, que teve origem num processo de licenciamento. No âmbito do referido processo de licenciamento, foram consultadas todas as entidades com jurisdição sobre aquela área, nomeadamente o ICNF», esclarece a autarquia.

No entanto, e tomado conhecimento das dúvidas levantadas pela comunicação social, deu, o presidente da Câmara de Esposende, Benjamim Pereira, orientações ao serviço de fiscalização da Câmara Municipal «para que se desloque à obra a fim de verificarem da sua conformidade com o projeto ».

 «Num momento destes, em que há uma sensibilidade tão grande para estas matérias, é impensável que a moradia estivesse a ser reconstruída sem os devidos licenciamentos e pareceres», sublinha a autarquia em resposta a este jornal, esclarecendo ainda que a obra é de «alteração e ampliação de uma moradia existe».

Entre as várias críticas que correm nas redes sociais, está a do vereador de oposição Rui Pereira, eleito pela JPNT, que nas redes sociais referiu que está certo »que a construção em causa tem as devidas licenças e pareceres do ICNF, APA e demais entidades com jurisdição naquela zona, até porque se trata de área do Parque Natural do Litoral Norte», mas que no entanto «licenciar esta ampliação contraria tudo aquilo que tem sido feito no nosso território e na nossa costa».

«Demoliu-se em S. Bartolomeu do Mar, quer demolir-se em Apúlia, a erosão está aí em força nas nossas praias, e vai-se permitir uma construção com este impacto na 1ª linha de mar? O proprietário está a fazer aquilo que o deixam fazer. Vai efetivamente ficar com uma casa espetacular, mas o concelho e o país ficam com algo que não nos deve envaidecer», apontou, remetendo para mais tarde uma reação à situação.

 

 


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