Apenas 10 municípios tem água mais cara do que Esposende

AvatarRedação , 18 de agosto, 2020

agua

A Esposende Ambiente EA) tem razão quando diz que o concelho tem há sucessivos anos das melhores águas para consumo do país, também é das mais caras, ocupando mesmo o primeiro lugar se não olharmos aos municípios que privatizaram a água.

Segundo dados de 2019 da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (Ersar) referentes ao ano passado, Esposende ocupa o 11º lugar das águas mais caras. 

O encargo anual para um habitante de Esposende de 10 metros cúbicos de água por mês é de 197,99 euros, quando, por exemplo, em Terras de Bouro (concelho com pouco mais de cinco mil habitantes) ou Amares (sensivelmente com a mesma população) é de 41 e 72 euros respetivamente.

Segundo Dos 25 concelhos com o abastecimento de água mais caro do país, 24 estão a cargo de empresas privadas, sendo mesmo a EA a "destoar" este cenário dominado pela privatização.

O Tribunal de Contas, em 2017, sinalizou a falta de ação do regulador. Num relatório posterior a uma auditoria, o Tribunal de Contas sublinhou que a Ersar «não tomou qualquer iniciativa, direta e concreta, com o objetivo de promover, junto dos municípios concedentes, o acatamento de recomendações» como a redução das taxas de rentabilidade dos acionistas e a partilha de benefícios com utentes e autarquias.

Santo Tirso (265,49€ por um consumo mensal de dez metros cúbicos de água), Trofa (265,49€), Vila do Conde (246€), Carregal do Sal (214€) e Mortágua (214€) são os cinco concelhos onde ter água em casa sai mais caro.

No extremo oposto estão Peso da Régua (43,20€), Terras de Bouro (46,50€), Penedono (54,87€), Alcácer do Sal (56,04€) e Almodóvar (56,40€).

A Indaqua é a empresa com mais predominância neste ranking dos preços mais elevados. 

Este jornal procura uma reação junto de Paulo Marques, líder da EA, mas até ao momento não foi possível obter uma reação.

 


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