Autarca de Barcelos já pode contactar com funcionários

AvatarRedação , 1 de julho, 2020

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O Tribunal Central de Instrução Criminal levantou a proibição do presidente da Câmara de Barcelos, Miguel Costa Gomes, de falar com os funcionários municipais, anunciou o Partido Socialista local.

Em nota publicada na sua página na rede social Facebook, o PS «saúda o restabelecimento da total normalidade na gestão da Câmara Municipal de Barcelos» e «reitera a sua convicção» de que o processo de que Costa Gomes foi alvo «resultará numa mão cheia de nada».

Em causa está a Operação Teia, relacionada com alegados favorecimentos às empresas da mulher do ex-presidente da Câmara de Santo Tirso Joaquim Couto, a troco de favores políticos.

Miguel Costa Gomes esteve em prisão domiciliária durante cerca de quatro meses, com pulseira eletrónica, indiciado dos crimes de corrupção passiva e de prevaricação.

O juiz de instrução criminal proibiu-o ainda de contactos com funcionários municipais. Em outubro de 2019, a Relação deu provimento ao recurso do autarca e determinou a sua restituição à liberdade, impondo-lhe a prestação de uma caução de 20 mil euros (ver aqui).

No entanto, manteve a proibição de contactos com funcionários.

Agora, e segundo o PS de Barcelos, também liderado por Costa Gomes (ver aqui), o autarca volta a poder contactar com funcionários, ficando apenas sujeito a termo de identidade e residência, a mais leve das medidas de coação.

Para o PS, o levantamento da proibição de contactar com funcionários «só demonstra a fragilidade de todo o processo».

«Aos poucos, os barcelenses vão percebendo que o presidente da Câmara Municipal de Barcelos foi alvo de um processo iminentemente político», lê-se na publicação do PS.

«O Partido Socialista aguarda, como sempre assumiu, com total serenidade, o desenvolvimento do processo e mantém plena confiança na inocência do presidente da Câmara Municipal, Miguel Costa Gomes», conclui.

 


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