BE e PAN questionam Governo sobre estado de conservação da Ponte de Fão

AvatarRedação , 1 de julho, 2020

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O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda (BE) e do Pessoas Animais Natureza (PAN) questionaram o Governo sobre o estado de conservação da Ponte D. Luis Filipe, ou Ponte de Fão, em Esposende (ver aqui), bem como quantos aos resultados da última inspeção.

No documento entregue na Assembleia da República, os deputados do Bloco eleitos por Braga, José Maria Cardoso e Alexandra Vieira, afirmam que «a referida ponte tem vindo a ser alvo de várias denúncias por motivos de degradação acentuada da estrutura e que podem colocar em causa a segurança das pessoas que utilizam a via pedonal que liga Esposende a Fão».

«O BE considera que é necessário que o estado da ponte seja avaliado pelas Infraestruturas de Portugal, de forma a avaliar as condições de segurança para as pessoas que continuam a usar a ponte e identificar as intervenções necessárias para a salvaguarda daquela infraestrutura», afirmam os deputados no documento e salientam que «as intervenções que se revelarem necessárias devem ser desencadeadas com carácter de urgência de forma a proteger as pessoas e o património».

 

Já o PAN quer saber os resultados do relatório da última inspeção feita à ponte, assim como a calendarização das ações previstas para a realização de uma necessária intervenção.

«Atendendo ao número elevado de pessoas e veículos que, diariamente, circulam na ponte e a perigosidade do atual estado de conservação, torna-se imperioso que a referida ponte seja alvo, o mais rapidamente possível, de uma intervenção, garantindo assim a segurança de todos», defende Bebiana Cunha, deputada do PAN à Assembleia da República.

A Ponte D. Luís Filipe, na freguesia de Fão, concelho de Esposende, é uma infraestrutura com 268 metros, construída em treliça de ferro fundido.

A via inaugurada em agosto de 1892 faz parte da Estrada Nacional 13 e atravessa o Rio Cávado. Foi classificada como Imóvel de Interesse Público através do Decreto do Governo n.º 1/86, de 3 de Janeiro, por ser um exemplar da arquitetura do ferro único no concelho.

 


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