Esposende: Bolsa de 600 euros em troca de 154 horas de trabalho leva a críticas da oposição

AvatarFrancisco Xavier, 20 de fevereiro, 2022

estudante

A Câmara de Esposende voltou a anunciar a abertura do procedimento para a entrega de bolsas de estudo para estudantes do Ensino Superior daquele concelho da foz do Cávado, mas a situação não é pacífica.

Ora, a autarquia liderara pelo social democrata Benjamim Pereira exige pela bolsa de estudo trabalho, em tempo de férias dos estudantes que a obtenham.

As contas são fáceis de fazer, 600 euros a dividir 154 por horas em 22 dias de trabalho, ou seja, 3,89 euros por cada hora de trabalho.

A Câmara esposendense entende que o apoio constituí «um importante contributo para que estes jovens possam obter formação académica de nível superior, atendendo às dificuldades que algumas famílias enfrentam».

Diferente entendimento tem a oposição, nomeadamente o PS. Tito Evangelista e Sá lamenta que os alunos tenham que trabalhar para Câmara para obterem um apoio a que têm direito.

«Julgam que atribuir 600 euros por ano a estudantes que, para obterem esse apoio, terão que trabalhar para o município por um valor mais baixo que o salário mínimo nacional, é uma grande medida. O PSD não percebe a importância de apoiar os estudantes locais e que investir na formação é a melhor forma de desenvolver a sociedade e os próprios estudantes», destaca o socialista que coordena a concelhia do PS, sublinhando que «estão a atribuir aos estudantes do concelho pouco mais do que um terço do valor que gastam anualmente a alugar sanitários móveis para o pavilhão que arrendaram para instalar o IPCA na zona industrial».

O PS defende que, para além de o apoio ser maior, este devia ser «como a própria palavra o diz, um apoio. E não uma troca de serviços a baixo do salário mínimo nacional», destacou.

Mesmo assim o E24 deixa aqui link aos interessados em se candidatar à referida bolsa: www.municipio.esposende.pt na área “Balcão Virtual”.


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