Esposende: E como reagiram os candidatos a deputado de Esposende aos resultados?

AvatarRedação , 31 de janeiro, 2022

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Conhecidos os resultados, onde em Esposende o PSD voltou a a vencer em mais umas legislativas, o E24 procurou saber junto dos candidatos a deputados esposendense - onde nenhum foi eleito - a interpretação dos resultados. Se do lado do PS se canta "vitória", do lado do PSD aplaude-se o resultado local. CDU e BE assumem as derrotas, mas não a "guerra". O CDS-PP entra em reflexão.

«Comprova-se a vitalidade do PSD e crescemos ainda mais em Esposende» - João Figueiredo

Começando pelo partido que maior expressão teve nestas eleições em Esposende, João Figueiredo referiu que os resultados espelham «a vontade em manter o atual rumo do país, com uma vitória clara do PS de António Costa», mas que em termos de concelho as coisas são bem diferentes.

«Comprova-se a vitalidade do PSD, que continua a manter uma consistente base de apoio e que obtém um dos melhores resultados no distrito de Braga para o PSD. Volta a crescer em relação às últimas eleições legislativas, o que comprova a confiança dos esposendenses no trabalho do PSD», diz, destacando que a nível de distrito o PSD, encabeçada por André Coelho Lima, acabou por seguir a tendência nacional.

João Figueiredo mostra-se ainda surpreendido, para além da vitória do PS, com os resultados dos partidos IL e CHEGA, mas também, em sentido contrário, com o desaparecer do CDS.

«Veio infelizmente confirmar a tendência de descida», disse, mas que os derrotados das legislativas são «claramente a CDU e o BE».

«Foram fortemente penalizados pela instabilidade provocada e que conduziu às eleições que hoje tiveram lugar», apontou, dando nota que bloquistas e comunistas acabaram por colocar nas mãos do PS o voto útil.

João Figueiredo lamentou ainda que a campanha não tenha sido tão esclarecedora, face à pandemia e de um chumbo do Orçamento de Estado, e marcada pelo fantasma da extrema direita, «em que o PS, partido que defendia a recandidatura do primeiro Ministro António Costa, pouco mais fez do que agitar a bandeira da possível coligação dos partidos de direita, incluindo o CHEGA».

«Um PS sem propostas, sobressaíram as máquinas de campanha e a sua capacidade de mobilização. Talvez essa razão justifique os ainda elevados números da abstenção que persistem nestas eleições», concluiu.

«O futuro de Esposende passa pelo PS» - Tito Evangelista e Sá

Já o candidato do PS, Tito Evangelista e Sá, em nota no Facebook, agradeceu aos esposendenses a votação.

«O Partido Socialista agradece a todos os esposendenses que confiaram o seu voto ao PS, fazendo com que aumentasse significativamente a votação em todas as freguesias do concelho, ultrapassando os 31%», afirma Tito Evangelista e Sá, dando nota que o resultado dá ainda mais motivação para outros voos, 

«O resultado do PS leva-nos a confiar que o futuro de Esposende passa pelo Partido Socialista», sublinha.

Já em declarações ao E24, Tito Evangelista e Sá destacou que «o PS subiu significativamente em todas as freguesias, chegou aos 31,5% dos votos, ganhou em algumas das mesas de voto, e consolidou-se como grande partido concelhio, e única alternativa ao poder autárquico instalado», frisa.

«O dia em que o PS será o partido mais votado no concelho de Esposende está próximo», deixou como nota final.

«Um mau resultado que exige uma reflexão» - Areia de Carvalho

Do lado de quem foi mais penalizado, e começando pelo esposendense cabeça de lista do CDS-PP pelo distrito de Braga, Areia de Carvalho, este referiu que «foi uma derrota clara».

«O resultado é mau. É evidente que é mau, quer para o CDS-PP, quer para o país. Porque não conseguimos alcançar os nossso objetivos que eram reforçar o nosso partido e contribuir para uma alternativa socialista», disse.

Quanto a futuro, aquele que também foi candidato à Câmara de Esposende, disse que está no CDS-PP «por convicção».

«Vamos ver agora. Estes resultados exigem uma reflexão. O CDS-PP tem uma enorme rede de autarcas, com grandes valores e vamos sentar à mesa para pensar o futuro. Tudo contribuiu para este mau resultado. Razões diversas como internas, mas não me parece que foi só a única razão, há outras mais distantes. Vamos ter que definir. Uma questão que o líder do partido tem que resolver. Vai existir um congresso e o partido vai ter que decidir que presidente quer para os próximos dois anos», apontou Areia de Carvalho.

«O BE não acaba com este resultado» - Manuel Pereira

Já do lado do Bloco de Esquerda (BE), o candidato esposendense Manuel Pereira, admitiu também um mau resultado, mas que o BE de Esposende não acaba.

«Efetivamente foi feito o voto útil. Houve uma grande transferência de votos para o PS. As pessoas temeram um governo PSD com o Chega e votaram de forma útil no PS. Mas este resultado não é o fim. Até porque a nível local existe uma estrutura a ganhar forma para o futuro. Os esposendensens podem contar com o BE para trabalhar e melhorar o território», disse, referindo que« em Esposende há uma voz, a do BE, que vai continuar a trabalhar com ideias».

«Foi criado um cenário de falsa bipolarização, mas a CDU continua ao lado dos trabalhadores e do povo» - Manuel Carvoeiro

Por sua vez, Manuel Carvoeiro do PCP-PEV, refere que «a CDU, mais uma vez, foi vítima de uma discriminação da generalidade da comunicação social», falando mesmo em «tratamento lamentável que energicamente repudiamos».

Para Manuel Carvoeiro «foi criado um cenário de falsa bipolarização, com sondagens fabricadas, com o fito de condicionar e influenciar o chamado voto útil no PS e no PSD».

«A CDU continuará na luta já amanhã e nos dias por haver. A CDU continuará ao lado dos trabalhadores e do povo», concluí o comunista.

 


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