Esposende: PCP diz que a Rússia defende interesses "de elites" mas não aceita "cerco militar" com alargamento da NATO

AvatarFrancisco Xavier, 23 de maio, 2022

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Luís Carapinha, membro da secção internacional do PCP, esteve em Esposende a tentar esclarecer a posição dos comunista portugueses face à guerra na Ucrância, fruto da uma invasão da Rússia a um país soberano e democrático.

Para Carapinha, a Rússia já não é comunistas e defende interesses meramente capitalistas. O dirigente do PCP referiu que a Federação Rússia serve elites e nada justifica a guerra.

"Paz e cooperação são o caminho", disse, apelando à urgente à instauração de um cessar-fogo e à abertura de uma via negocial.

"O PCP defendeu iniciativas que contribuíssem para um processo de diálogo com vista a uma solução política quando estavam em causa as guerras contra a Jugoslávia, o Iraque, o Afeganistão, a Líbia ou a Síria, e que continua em coerência a defender hoje com a mesma convicção", frisou.

"A Federação Russa é um país capitalista, cujo posicionamento é determinado, no essencial, pelos interesses das suas elites e detentores dos seus grupos económicos, com uma conceção de classe oposta à do PCP", disse ainda.

No entanto, os comunistas defende que "não é expectável que a Rússia, cujo povo conheceu na história colossais agressões, considere aceitável que seja incrementado junto às suas fronteiras um cerco militar por via de um ainda maior alargamento da NATO".

Nesta sessão ficou claro que os comunistas não aceitam o caminho tomado por Portugal face a este conflito.

"O Governo português deveria atuar de forma a favorecer o fim da escalada de confrontação a facilitar uma solução negociada, e não alinhar Portugal na estratégia de crescente tensão ditada pelos EUA, a NATO e a UE", disseram os comunistas em Esposende.


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