Esposende: PS insiste na devolução do IRS mas Benjamim Pereira considera verba «importante para alavancar projetos municipais»

AvatarFrancisco Xavier, 22 de dezembro, 2021

Esposende 20

O Partido Socialista (PS) de Esposende, através da bancada de deputados municipais, voltou a insistir na devolução dos IRS (5%) aos esposendenses, pedindo ainda uma revisão fiscal municipal. Algo que Benjamim Pereira não concorda.

Tito Evangelista, líder de bancada socialista na Assembleia Municipal, quer que a Câmara de Esposende faça uma revisão das políticas fiscais no concelho.

«Fazer uma revisão total das receitas municipais de forma a não se perder receita geral. Uma repartição mais justa na nossa ótica. Por exemplo, maior parte dos imóveis em Esposende são de pessoas que não mora cá, logo, não pagam IRS cá. Ao terem o IMI mínimo e não devolver o IRS aos esposendense, estamos a beneficiar duplamente essas pessoas que não moram cá», disse Tito Evangelista.

O deputado socialista discordou mesmo do presidente da Câmara, quando Benjamim Pereira se referiu ao facto de que «quem paga IRS são pessoas que ganham mais».

«Isso não é verdade, pois há pessoas que pagam IRS e precisavam bem dessa devolução de IRS por mais mínima que fosse», destacou.

Ora o edil, Benjamim Pereira, disse na Assembleia Municipal que «nós não fazemos outra coisa que não seja isso e as nossas proposta têm um posicionamento claro, pois temos as taxas mais baixas praticadas no pais».

«Já praticamos as taxas mais baixas, não há nada a negociar que não seja a vontade do povo que nos legitimou para Governar. Não vejo necessidade nenhuma para essa revisão», destacou.

O edil frisou que «quem paga IRS é quem ganha mais», pois, e como disse, «maior parte da população está isenta».

«E dou este exemplo. Se ganhar 20 mil euros e paga mil euros de IRS, o que fica para autarquia é 50 euros. Penso que para o município a soma das pequenas partes são verbas importantes para alavancar projetos de futuro para o concelho . Se acham que não deve ser assim, o Estado que o faça e que abdique diretamente. Até achamos que devia vir mais dinheiro para do IRS», disse Benjamim Pereira.

O presidente da Câmara fez mesmo contas.

«O PS fala do valor de 4ME não fica nas famílias. Ora o que posso dizer é que no IMI, se fosse máximo (0,45), estaríamos a falar de mais 2,5 ME e na derrama )há isenção) seria . Também poderia fazer publicidade como outras autarquias, dizendo que abdicamos também de 3,5ME», apontou, lembrando que a autarquia não tem condições para abdicar. 


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