Esposende: Secundária Henrique Medina com nova entrada para a escola

AvatarRedação , 21 de maio, 2022

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Depois de vários atrasos, foi finalmente dada a conhecer a nova entrada da Escola Secundária Henrique Medina e com direito a honras do secretário de Estado da Educação.

António Leite deslocou-se a Esposende para inaugurar obra que teve uma derrapagem de cerca de 400 mil euros, com a Câmara de Esposende a suportar esses custos.

No total a nova frente da Secundária Henrique Medina representa um investimento de 2,6 milhões de euros.

"A empreitada, com orçamento previsto de 2.217.152,00 euros, foi executada no âmbito de um acordo entre o Município de Esposende e o Ministério da Educação e Ciência; foi financiada por fundos comunitários no montante de 1.884.579 euros, através do Pacto para o Desenvolvimento e Coesão Territorial da Comunidade Intermunicipal do Cávado (CIM Cávado), sendo a contrapartida pública nacional, no valor de 332.573 euros, correspondente a 15% do valor da obra, suportada, em partes iguais, pelo Município de Esposende e pelo Ministério da Educação e Ciência. Contudo, o investimento da Câmara Municipal acabou por quadruplicar, como explicou o Presidente Benjamim Pereira, dado que suportou os encargos com os trabalhos a mais e com a elaboração do projeto. O custo da obra superou, assim, os 2,6 milhões de euros", dá conta a autarquia social-democrata esposendense.

A intervenção traduziu-se na construção de um novo edifício, que marca a entrada da escola e que acolhe a receção, sala de projeção, biblioteca, secretaria, arquivo e zona de atendimento a encarregados de educação, bem como os gabinetes da direção e instalações sanitárias. Nesta intervenção foram remodelados o refeitório e o salão polivalente, conferindo uma maior valia funcional a todo o espaço, e foram construídas novas instalações sanitárias. Contemplou igualmente a substituição de todas as coberturas em fibrocimento, bem como a demolição do bloco oficinal existente.

"Um espaço educativo mais atraente, mais apelativo e, certamente, com maior capacidade de sucesso”, disse António Leite.

Até hoje ninguém soube, ou sabe, porque Esposende ficou de fora das obras do programa  de modernização do Parque Escolar de José Sócrates, contribuindo para um atraso profundo do concelho nas condições infraestruturais e sem argumentos face às brutais condições que apresentam as escolas de Viana do Castelo, Barcelos e Póvoa de Varzim, isto só olhando aos concelhos vizinhos.

Algo que o secretário de Estado lamentou este facto, que foi criticado pelo sempre defensor de Esposende, Benjamim Pereira.

O governantes deixou ainda expresso que há vontade do Governo socialista em fazer mais e melhor por Esposende.

“Queremos resolver os problemas que ainda subsistem, de nos entendermos e chegar a bom termo. Estamos no bom caminho. Há agora uma responsabilidade acrescida, na medida em que ficou demonstrado que era possível fazer mais e melhor, e agora torna-se patentemente necessário fazer o que falta”, disse, quando às condições do resto da escola, claramente medíocres.

Já Benjamim Pereira, edil, deu nota que foram precisos esperar cerca de 40 anos para a escola sofrer uma remodelação, pois "nunca havia sofrido qualquer intervenção de monta e que se encontrava num nível de degradação muito significativo".

O presidente da Câmara de Esposende recordou o investimento do Município  ultrapassou largamente o previsto, uma vez que além da comparticipação prevista no protocolo com o Ministério de
Educação, o Município suportou outros encargos, nomeadamente os custos do projeto da primeira fase da obra, elevando esse investimento a 603 mil euros. Tal correspondeu a um “grande esforço financeiro”, mas, ainda assim, vincou o autarca, “totalmente justificado porque a Educação é, para nós, um dos pilares em que assente a estratégia de desenvolvimento do concelho”.

 


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