Invadem aulas virtuais da ESH Medina e gozam com docentes

AvatarJoaquim Gomes, 18 de abril, 2020

Zoom gozo 1

Alunos da Escola Secundária Henrique Medina, no concelho de Esposende, partilharam o acesso das aulas virtuais em circuito fechado com elementos "invasores", terminando a "brincadeira" com vídeos partilhados dessas mesmas aulas a gozar com os docentes.

A situação foi confirmada por fonte daquele estabelecimento de ensino, sendo que já decorrem diligências para apurar responsabilidades.

Numa nota alegadamente escrita por um perfil "m3m3sdamedina", alguns alunos insurgiram-se com a partilha ilegal das aulas.

«Pelos vistos há certos alunos na nossa escola que acham piada partilhar os acessos das suas aulas virtuais, de maneira a que os "invasores" façam pouco dos nossos docentes. Para as pessoas que o fazem , gostava que pensassem um pouco no quanto os nossos professores se esforçam para que possam acompanhar esta nova realidade», lê-se.

Nesta nota os alunos sentem-se incomodados com atitudes que classificam como "repugnantes".

«O desgosto que vão dar aos vossos pais, isto é, se eles soubessem as brincadeiras que vocês fazem», dizem os, alegadamente, alunos que escreveram a nota, ao mesmo tempo que pedem informações sobre «se alguém tem conhecimento dos autores destas brincadeiras».

Esta situação não apenas aconteceu em Esposende, mas em outro locais, com algumas dessas aulas irem parar a canais do YouTube, entretanto retiradas por violarem as regras desta rede social.

A Federação Nacional dos Professores está a recolher informação para apresentar queixa na Procuradoria-Geral da República contra quem gravou e transmitiu no YouTube aulas online que deveriam ter decorrido em circuito reservado.

«Há alunos a receber dinheiro em troca de passwords», denuncia o líder da Fenprof, Mário Nogueira.

Este jornal procurou saber junto da Polícia Judiciária quanto à natureza do crime, sendo que esta autoridade referiu que, à partida, «não haverá crime». Os acessos possuíam a identificação e a palavra-passe das reuniões, afirma a autoridade judicial, sublinhando que o pedido de acesso à videoconferência foi aceite pelo moderador, neste caso o professor.

 


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