Munícipes de Esposende e Barcelos vão pagar mais pelos resíduos

AvatarNuno Cerqueira, 17 de junho, 2022

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As Câmara de Esposende e de Barcelos preparam-se para aumentar o preço que os munícipes têm de pagar pelos resíduos sólidos. Esta alteração do tarifário - que Viana do Castelo já fez aprovar -  resulta dos aumentos de 333% em 2021 e 236% em 2022, por tonelada depositada em aterro, aplicados pela Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos (ERSAR).

A tarifa dos resíduos depositados na Resulima em aterro teve um aumento para 26,48 euros por tonelada e ainda não reflete os custos com os combustíveis.

“A câmara está a transferir, por mês, uma verba de mais 80 mil euros para garantir o equilíbrio do sistema. Não há condições para continuar a suportar”, justificou o edil de Viana do Castelo o aumento aprovado que varia de 1 a 1,80 euros no caso vianense.

 Luís Nobre referiu que o município, tal como os restantes servidos pela Resulima, “foram confrontados com um aumento da tarifa de depósito de resíduos sólidos de 600% em dois anos” e que “era inevitável” a alteração das regras de cálculo de tarifas de recolha dos resíduos sólidos.

“Não vai ser só em Viana do Castelo. Vai ser desde Barcelos, Arcos de Valdevez, Esposende, Ponte da Barca a Ponte de Lima. Os municípios não têm capacidade para suportarem, sozinhos, os custos associados a este serviço”, disse.

O E24 falou com o edil de Barcelos, Mário Constantino, que confirmou que também Barcelos terá que refletir na fatura dos munícipes o no valor a pagar pelo aumento dos preço praticados pela Resulima.

"O assunto que estamos neste momento a estudar. Mas é certo que vai aumentar. No final do mês de junho teremos ao certo o valor que vai refletir esse aumento", disse o presidente da Câmara de Barcelos.

Também este jornal procurou uma breve opinião de Benjamim Pereira, edil de Esposende, mas sem sucesso até ao momento.

Entretanto a CDU já veio a público criticar este aumento dos preços.

“A CDU opôs-se desde sempre à integração dos concelhos na empresa Resulima, alertando que visava preparar o caminho para a privatização deste serviço, que conduziria a aumentos de preços e à secundarização da qualidade do serviço e da missão de servir as populações”, começa por esclarecer, referindo que as autarquias são acionista das empresas "e tal, os presidentes de Câmara têm vindo a apoiar a estratégia desenvolvida pela Resulima, em prejuízo dos munícipes e das empresas destes concelhos”, frisa a CDU.

Os comunistas reclamam “a reversão deste caminho de privatização, com a reconstituição dos serviços municipais de recolha de resíduos e o aprofundamento da relação intermunicipal que não tenha no centro das prioridades o interesse dos privados, mas sim o serviço público, a qualidade de vida e o desenvolvimento dos concelhos e da região”.


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