Esposendenses Areia de Carvalho e Tânia Mota para dar voz do Minho no parlamento

AvatarRedação , 8 de janeiro, 2022

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«A voz do Minho no parlamento». Este foi o desejo deixado ontem pelo cabeça de lista do CDS-PP pelo círculo de Braga, José Areia de Carvalho, que ainda há pouco tempo foi candidato dos centristas à Câmara de Esposende, na apresentação pública que decorreu no Museu D. Diogo de Sousa.

Agora o objetivo é outro e eleger deputados está no horizonte do candidato. Areia de Carvalho, que também tem na lista a esposendense Tânia Mota, teve ontem a seu lado Manuel Monteiro a quem agradeceu o apoio.

«Uma enorme honra para nós tê-lo aqui hoje a apadrinhar a apresentação da nossa candidatura. O professor Manuel Monteiro é um dos nossos! É bom vê-lo de regresso à intervenção política, e logo num distrito que lhe é muito caro e onde tem as suas raízes, e de novo no CDS-PP, que tão exemplarmente e com tanto sucesso liderou, aliás, em circunstâncias um pouco semelhantes às atuais», disse.

O cabeça de lista considerou os atuais tempos «desafiantes e complexos».

«Compreendemos a crítica e o afastamento das pessoas em relação aos políticos», disse, mas que está pronto para assumir o compromisso de ser «a voz do Minho no parlamento» para contrariar aquilo que considera ser «um desrespeito» por um distrito «exportador, que gera emprego e riqueza, com universidades de excelência e responsabilidade ambiental com um parque nacional e outro natural».

«Apesar de tudo isto, continua a ser um parente pobre na hierarquia do investimento público», frisou o candidato, apontando vários exemplos.

«Por que razão continua a não haver uma solução integrada de transportes públicos, nomeadamente entre as 4 cidades do chamado quadrilátero onde habitam cerca de 600 mil pessoas e por onde circulam diariamente cerca de um milhão? Por que razão a barra de Esposende continua sem solução à vista? Por que razão vários concelhos do interior do distrito, como Terras de Bouro ou Vieira do Minho, continuam a sentir-se cada vez mais periféricos pela falta de boas vias de comunicação? Por que razão está afastada a participação efetiva dos nossos municípios da gestão do Parque Nacional da Peneda Gerês? De facto, não se compreende nem se vislumbra uma justificação razoável. Queremos dar resposta a estes e outros problemas. É por isso que pretendemos ser a voz do Minho em Lisboa», disse.

Aliás, Areia de Carvalho promete um mandato «de proximidade com os autarcas, com os empresários, com as associações, com as instituições de ensino superior e as mais diversas organizações da nossa sociedade» tendo «as pessoas» como figura central.

«É por esta razão que somos o partido que há mais anos luta pela criação de uma rede de cuidados paliativos. Somos o partido que defende a família, como estrutura básica da sociedade e da formação dos novos cidadãos. E é por esta razão que defendemos que a escola deve ensinar, mas é à família que compete educar. Propomos a liberdade de escolha da escola pelas famílias, a transformação da educação para a cidadania em disciplina opcional e continuamos a pugnar por uma fiscalidade amiga da família e da natalidade, nomeadamente com a reintrodução do chamado quociente familiar no IRS, medida de elementar justiça fiscal para as famílias mais jovens e numerosas e que o governo socialista decidiu eliminar», aludiu.


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