Festejos de Carnaval cancelados no concelho de Arcos de Valdevez

AvatarPedro Gomes , 19 de janeiro, 2022

covid19

Em virtude da situação de calamidade que o país atravessa até (pelo menos) 20 de março devido ao Covid-19, levou a Folia a cancelar os festejos de Carnaval em Arcos de Valdevez. O vice-presidente da associação que organiza o Carnaval explicou que a decisão foi tomada “em concordância” com a Câmara Municipal face “às novas medidas de controlo e mitigação da pandemia de covid-19 definidas pelo Governo e à declaração do estado de calamidade, em vigor até 20 de março”.

O vice-presidente da associação Folia, que reparte com a Câmara local a responsabilidade da organização, explicou que foi decidido “não organizar qualquer evento, no Carnaval 2022, que inclui bailes de rua e o desfile carnavalesco, por não estarem reunidas as condições de segurança, em termos de saúde pública”.

Conhecido como o “maior do Norte de Portugal, o Carnaval de Arcos de Valdevez atraia, até 2020, último ano em que se realizou nas ruas daquela vila do distrito de Viana do Castelo, “milhares de foliões”.

“Esperamos que a decisão agora tomada seja a mais acertada, independentemente de ter sido tomada antecipadamente. Se durante o Carnaval as condições melhorarem, lamentamos a decisão, mas tinha de ser tomada. Mal ou bem, neste momento é a solução que entendemos ser a mais eficaz para a situação de saúde que a todos afeta”, disse o responsável.

Rui Aguiam adiantou que “os festejos de Carnaval são preparados meses antes e que desde novembro último a associação tem estado perante o impasse de iniciar ou não a sua organização”.

O responsável acrescentou “estar prevista a colocação de uma estátua de um palhaço, com quatro metros de altura, feita em esferovite e em fibra, no Campo do Trasladário, artéria onde normalmente são realizados os festejos”.

“Ainda não há certeza da realização desta iniciativa para assinalar o Entrudo, por desconhecermos se estarão reunidas as condições para a instalação da estátua sem criar um motivo de aglomeração de pessoas. Não podemos cancelar os festejos e, depois, criar uma situação que potencie o ajuntamento de pessoas”, explicou.


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