Mário Constantino com Rio e Benjamim Pereira ao lado de Rangel

AvatarJoão Polónia, 2 de novembro, 2021

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Os presidentes das Câmaras de Barcelos e Esposende, ambos militantes do PSD, vão apoiar candidatos diferentes na corrida à presidência do partido nas eleições diretas que se realizam a 04 de dezembro próximo. A disputa promete ser acesa entre Rui Rio e Paulo Rangel.

Mário Constantino, líder da autarquia barcelense, vai apoiar Rui Rio. Um apoio "óbvio" depois do voto de confiança de Rio em Constantino nas autárquicas e que valeu ao agora presidente da Câmara uma guerra interna no partido que acabou por ganhar. Também o atual líder da concelhia de Barcelos do PSD, António Lima, também vai alinhar por Rui Rio.

Já em Esposende, o edil Benjamim Pereira, que já apoiou Santana Lopes e Luís Montenegro contra Rui Rio para presidente do partido social democrata, escolheu mais uma vez manter oposição ao atual líder e apoia Paulo Rangel.

Aliás, na tomada de posse como presidente da da Câmara de Esposende reeleito, Benjamim Pereira tinha no auditório o candidato Paulo Rangel a quem teceu elevados elogios. 

Apesar de Rui Rio quer adiar o 39º congresso do PSD, este está marcado de 14 e 16 de janeiro, em Lisboa, onde será aclamado o vencedor.

Perfis:

Rui Fernando da Silva Rio, 64 anos de idade, nasceu no Porto a 06 de agosto de 1957, foi presidente da Câmara Municipal do Porto entre 2002 e 2013 e é presidente do PSD desde fevereiro de 2018. Rui Rio entrou na política através da Juventude Social Democrata, onde foi vice-presidente da Comissão Política Nacional, entre 1982 e 1984. Aos 18 anos aderiu também ao Partido Social-Democrata. Nesta estrutura, entre 1996 e 1997 foi secretário-geral da respetiva Comissão Política Nacional, com Marcelo Rebelo de Sousa como presidente. De 2002 a 2005, foi vice-presidente, sendo líderes Durão Barroso e, subsequentemente, Pedro Santana Lopes. Repetiria o cargo, entre 2008 e 2010, com Manuela Ferreira Leite.Rio foi eleito deputado à Assembleia da República, pelo Círculo do Porto, nas legislaturas iniciadas em 1991, 1995 e 1999, abandonando nesta última o mandato de deputado após ser eleito Presidente da Câmara Municipal do Porto, nas eleições autárquicas de 2001. Foi ainda vice-presidente do Grupo Parlamentar do PSD e seu porta-voz para as questões económicas. Depois de ter conquistado a maioria relativa nas autárquicas de 2001, Rio foi reeleito presidente da Câmara Municipal do Porto, com maioria absoluta em 2005, contra Francisco Assis, e em 2009, contra Elisa Ferreira. Terminou o seu terceiro e último mandato em 22 de outubro de 2013, sendo o autarca que, na história da cidade, durante mais tempo presidiu aos seus destinos. Paralelamente, durante oito anos (2005-2013), presidiu também à Junta Metropolitana do Porto, o que, até hoje, constitui igualmente o período máximo de tempo no desempenho desse cargo. Foi, finalmente, presidente do Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular, entre 2003 e 2005. Publicou Política In Situ (2002) e Análise à Distribuição Regional do Investimento Público (1999), colaborou nos jornais O Comércio do Porto, Público e Diário Económico. Foi distinguido com o Prémio Personalidade Marketing Cidades e Regiões 2004 e, em 2005, com o Prémio Alfredo César Torres. Em 2012, ganhou o Prémio Carreira da Faculdade de Economia da Universidade do Porto. Em 2014, foi publicada a sua biografia da autoria de Mário Jorge de Carvalho, intitulada Rui Rio – de Corpo Inteiro. Um ano mais tarde, em 2015, foi publicado o livro Rui Rio – Raizes de Aço, da autoria de Carlos Mota Cardoso. A 10 de junho de 2006, foi agraciado pelo Presidente da República com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique. É de novo Deputado à Assembleia da República desde outubro de 2019 e Conselheiro de Estado desde novembro do mesmo ano, eleito pela Assembleia da República. Rui Rio anunciou a sua candidatura à liderança do PSD a 11 de outubro de 2017, em Aveiro. Nas eleições diretas do partido, marcadas para 13 de janeiro de 2018, defrontou o ex-primeiro-ministro Pedro Santana Lopes, tendo saído vitorioso com 54,37% dos votos dos militantes do PSD. Tomou posse no 37º congresso do PSD, realizado em Lisboa, de 16 a 18 de fevereiro de 2018. Em 2020, Rui Rio recandidatou-se a Presidente do PSD, concorrendo, numa primeira volta que teve lugar a 11 de janeiro, contra Luís Montenegro e Miguel Pinto Luz, tendo reunido 15 546 votos num universo de 32 082 votantes. A segunda volta, que decorreu no dia 18 de janeiro, deu o segundo mandato a Rui Rio, com 17 157 contra os 15 086 de Luís Montenegro, num universo de 32 582 votantes. O reeleito Presidente do PSD tomou posse no 38 .º Congresso, realizado em Viana do Castelo, de 7 a 9 de fevereiro de 2020.

Paulo Artur dos Santos de Castro de Campos Rangel, 53 anos de idade, nasceu em Vila Nova de Gaia a 18 de Fevereiro de 1968, passando a infância e juventude no norte do país, tendo crescido entre Vila Nova de Gaia, Porto e Gondomar. Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa, em 1991 é advogado de profissão, dedicando-se especialmente ao Direito Administrativo e ao Direito do Ambiente, sendo também docente naquela universidade. Foi distinguido com o Prémio D. António Ferreira Gomes, da Universidade Católica (1986) e com o Prémio René Cassin, do Conselho da Europa (1989) e condecorado com Grã-Cruz do Mérito com a Estrela da Ordem do Mérito da Alemanha (2009). A primeira participação de Paulo Rangel na vida política deu-se nas eleições autárquicas de 2001, quando o PSD e o CDS-PP lhe confiaram a redação do programa de candidatura à Câmara Municipal do Porto, encabeçada por Rui Rio. Rangel estaria, então, mais próximo do CDS, chegando a filiar-se, a convite de Lobo Xavier. Quando Aguiar-Branco foi nomeado Ministro da Justiça do XVI Governo Constitucional (PSD/CDS-PP), este indicou Rangel a Pedro Santana Lopes, para ser Secretário de Estado Adjunto da Justiça do mesmo governo. Depois da queda do governo de Santana Lopes, Rangel foi incluído nas listas do PSD para as legislativas de 2005. Eleito deputado à Assembleia da República, pelo Círculo do Porto – altura em que formalizou a sua adesão ao PSD – viria a ter um papel de destaque no Parlamento com a chegada de Manuela Ferreira Leite à liderança, que o indicou para presidente do Grupo Parlamentar, em junho de 2008. No ano seguinte, em 2009, foi a escolha de Ferreira Leite para encabeçar a lista do partido às eleições para o Parlamento Europeu, das quais saiu vencedor. Desde a sua eleição coordena o Grupo Europeu do PSD, sendo igualmente vice-presidente do Grupo Parlamentar do PPE. Em 2011 passou também a presidir ao então criado Grupo Parlamentar União Europeia-Brasil. Já em 2015 foi eleito vice-presidente do PPE, no congresso de Madrid, realizado a 22 de Outubro desse ano. Em fevereiro de 2010, com o fim do mandato de Manuela Ferreira Leite, Rangel disputou com Pedro Passos Coelho e Aguiar-Branco a liderança do PSD. Apresentou como mandatário nacional António Capucho, e saiu derrotado por Passos Coelho, mas venceu sobre Aguiar-Branco. Nas eleições europeias de 2014, Rangel foi convidado por Pedro Passos Coelho para encabeçar de novo a lista do PSD, que acabou por fazer lista conjunta com o CDS-PP. Embora tenha sido ultrapassado pela candidatura do PS, a lista encabeçada por Rangel obteve 27,71%, elegendo 7 deputados ao Parlamento Europeu (em 21), contra 31,46%, obtidos pelo PS. O resultado obtido face às expetativas internas do PS nestas eleições, que esperava uma maior margem de vitória perante a coligação PSD/CDS-PP, numa altura em que o governo formado por estes partidos aplicavam as medidas impopulares do memorando de Portugal com a Troika, viria a causar uma crise política interna no PS. No passado dia 14 de Outubro, Paulo Rangel anunciou a sua candidatura à liderança do partido, durante o Conselho Nacional do PSD.

 


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