Abate de árvores polémico nas Marinhas

AvatarNuno Cerqueira  . 

NMC03523

É mais um abate polémico de árvores. Depois de casos em Braga, Barcelos e Viana do Castelo, em Esposende, na freguesia de Marinhas na localidade de Outeiro de Cima, no largo da Senhora da Saúde, mais de 15 plátanos ali existentes, com mais de 60 anos, foram abatidos (ver imagens aqui).

Ao que tudo indica, e depois deste jornal ter contactado o presidente da Junta da União de Freguesia de Marinhas, Gandra e Esposende, a responsabilidade é da comissão fabriqueira e conselho económico daquele espaço.

«A autarquia e junta não têm nada a ver com a decisão. Tomamos conhecimento, agora a responsabilidade é do particular que gere aquele espaço de culto», disse Aurélio Neiva, que relembrou tempos passados de muita sombra naquela espaço.

«Haviam ali ainda mais árvores no meu tempo de infância. Mas temos a garantia que as que foram cortadas vão ser substituídas por tílias. São sempre decisões polémicas, mas optaram que realizar o abate agora, aproveitado a obra envolvente, aí sim, do domínio público», referiu o autarca, dando conta do alargamento da via - que liga Outeiro a Pinhote - naquele espaço.

«Haviam três árvores, mais recentes, que foram deslocalizadas para interior, mas são as mesmas que ali estavam», frisou.

O abate não gere consenso, até porque, daquilo que foi possível apurar por este jornal, e confirmado pelo presidente de junta, existiam algumas árvores doentes.

«Existiam realmente árvores que precisavam de ser abatidas por representar risco. Uma quatro ou cinco. A restantes foi decisão de quem gere aquele local», recordou.

As árvores, como documentam as fotografias, representavam importante área de sombra. no lado do norte do adro da capela, junto ao cruzeiro, existem já algumas tílias plantadas há cerca de 10 anos, mas que ainda não produzem os efeitos desejados de sombra e de regeneração arbórea, importante para o meio ambiente.

O autarca garante ainda que a zona será alvo de algum reforço de pavimentação e reorganização, aí sim, suportada pelo orçamento da junta.

[Notícia completa na edição impressa do Farol de Esposende]


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