Barcelos: ACES com nova unidade móvel de vacinação

AvatarNuno Cerqueira  . 

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O Agrupamento dos Centros de Saúde (ACES) Cávado III, com sede na cidade de Barcelos, recebeu hoje a primeira unidade móvel de vacinação no âmbito do plano que está em concurso com o intuito de levar a vacina a todos os habitantes de Barcelos e Esposende.

Segundo apurou este jornal junto do responsável daquele ACES Cávado III, Fernando Ferreira, a carrinha surge no âmbito de um projeto que, em parceria entre a Fundação Calouste Gulbekian com o Ministério da Saúde, procura chegar mais depressa a pessoas com menos acesso aos circuitos de vacinação.

«É uma boa oportunidade de aumentar a taxa de vacinação das populações mais vulneráveis», referiu Fernando Ferreira, dando conta estes projeto vai agora reforçar a inoculação, por exemplo, das primeiras doses em 168 pessoas com impossibilidade de se deslocarem aos centros de vacinação.

«Isto inclui todas pessoas que tinham critérios para ser vacinados na primeira fase. Por exemplo, em Esposende temos 79 pessoas nesta situação. Em Barcelos148 e com registo no centro de saúde de Barcelinhos são 83. A idades destas pessoas variam entre 33 anos e 103», disse o diretor executivo do ACES Cávado III.

De referir que este projeto piloto da Gulbenkian começou entre 12 de março e 11 de abril, as cinco unidades móveis de vacinação disponibilizadas e que circularam pela área de influência dos Agrupamentos de Centros de Saúde selecionados pela Administração de Saúde do Norte.

Segundo a instituição, as cinco carrinhas unidades percorreram 9.680 quilómetros para administrar 1.188 vacinas a populações com dificuldade de acesso aos circuitos normais de vacinação.

Esta semana serão entregues mais 14 à Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte, dando assim cumprimento ao acordado com o Ministério da Saúde, de disponibilizar 50 unidades móveis, como forma de apoiar o Plano de Vacinação contra a covid-19.

«A vocação da Fundação Calouste Gulbenkian tem sido, desde o seu início, a de estar próxima dos mais vulneráveis. Depois de, no início da pandemia, termos lançado um Fundo de Emergência, neste momento tentamos ajudar as autoridades de saúde e a Task Force a chegar àqueles que têm mais dificuldade em aceder aos circuitos normais de vacinação. Porque para vencermos o desafio da pandemia de COVID 19, todos temos um papel a desempenhar», considera Isabel Mota, presidente da Fundação Gulbenkian.

Com este projeto, a Fundação Calouste Gulbenkian mantém-se “onde é preciso”, à semelhança do que fez durante décadas com o programa das bibliotecas itinerantes.

Foi com base neste espírito que desenvolveu este projeto, em parceria com o Ministério da Saúde.


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