Barcelos: Rui Rio diz que CDS, Chega e Iniciativa Liberal valem "meia dúzia de votos"

AvatarRedação , 5 de dezembro, 2021

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O presidente do PSD, Rui Rio, afirmou hoje que é “ao centro” que as eleições legislativas se decidem, sublinhando que CDS, Chega e Iniciativa Liberal representam “meia dúzia de votos”.

Em Barcelos, no encerramento do congresso dos Autarcas Social-Democratas, Rui Rio explicou que é por isso que tem apostado no “recentramento” do partido.

“Se nós formos disputar agora o eleitorado do CDS, do Chega e da IL [Iniciativa Liberal], ali estão meia dúzia de votos. Não sei como é que se ganham eleições com aquela meia dúzia de votos, ainda por cima correndo o risco de perder alguma coisa ao centro”, afirmou.

Por isso, Rio sublinhou que é “ao centro” que o PSD pode ganhar as eleições.

É essa a consciência que eu tenho há uns anos. É aí que nós podemos ganhar e é aí que as eleições de decidem”, acrescentou.

Também hoje, em Barcelos, Rio disse que será na terça-feira que o PSD decidirá se vai a eleições sozinho ou em coligação,

Em caso de coligação, adiantou, ela apenas se poderá estender ao CDS e ao PPM.

Demissão de Cabrita

 O presidente do PSD afirmou ainda que o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, “já devia ter saído” antes por causa dos erros que cometeu e acusou-o de só se demitir agora “para não prejudicar eleitoralmente o Partido Socialista”.

Em Barcelos, à margem da sessão de encerramento do congresso dos Autarcas Social-Democratas, Rio disse ainda, com ironia, que Francisca Van Dunem é a escolha certa para assumir a pasta da Administração Interna, uma vez que “não é para fazer nada”.

“Para mim, é notório que o ministro [Eduardo Cabrita] já devia ter saído, o primeiro-ministro quis mantê-lo, portanto corresponsabilizou-se por todos os dossiês e erros que foram acontecendo e agora lá combinaram entre os dois que é melhor sair, senão era um desgaste muito grande para o Governo”, apontou o líder do PSD.

Para Rui Rio, já houve “muitas razões e muitas alturas” para o ministro Eduardo Cabrita sair do Governo.

“Nunca saiu e [agora] não saiu por razões daquilo que era a gestão e os problemas que teve. Acabou por sair agora, não por isso mas para não prejudicar eleitoralmente o Partido Socialista, a menos de dois meses de eleições”, disse ainda.

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, demitiu-se na sexta-feira, na sequência da acusação de homicídio por negligência do Ministério Público ao seu motorista pelo atropelamento mortal de um trabalhador da autoestrada A6, em junho deste ano.

A ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, passou também a acumular a pasta da Administração Interna.

Para Rui Rio, a escolha de Van Dunem foi acertada, uma vez que faltam menos de dois meses para as eleições e, portanto, “não é para fazer nada”.

“Sendo para não fazer nada e olhando à atuação da ministra no Ministério da Justiça, acho que está bem escolhido. Como não fez nada no Ministério da Justiça, nada vai fazer no Ministério da Administração Interna. Nesse aspeto, concordo, não valia a pena estar a pôr um ministro quando tem ali à mão alguém que se notabilizou por não fazer nada”, rematou.


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