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Empresa transportadora de Barcelos enganou todos e fez desaparecer viaturas

Redação - 12 de março, 2021

O Ministério Público (MP) acusou o gerente de uma empresa de transporte rodoviário nacional e internacional de passageiros de Barcelos de insolvência dolosa agravada, por alegadamente ter feito “desaparecer” património que deveria servir para pagar aos credores.

Segundo nota hoje publicada na página da Procuradoria-Geral Regional do Porto, o MP considera que o arguido “deu sumiço” a três veículos automóveis pertença da sociedade e vendeu outros quatro, ficando com o dinheiro para si. Um destes veículos foi vendido a uma sociedade romena, sendo que relativamente ao mesmo o arguido celebrara um contrato de locação financeira com entidade bancária, no valor de 240 mil euros, do qual tinha ainda em dívida o valor de 108 mil euros.

A empresa foi declarada insolvente em 26 de março de 2015, em processo que correu termos no Tribunal de Vila Nova de Famalicão. Foram reconhecidos créditos no montante global de 853 mil euros, dos quais 40 mil euros referentes a créditos laborais. Apesar das diligências efetuadas naquele processo, o valor apurado com os bens apreendidos quedou-se pelos 5.000 euros.

O MP considera que a partir de junho de 2012, estando a sociedade com dificuldades de liquidez, em incumprimento com a Segurança Social e com a Autoridade Tributária, o arguido “pôs em marcha um plano para impedir o ressarcimento dos credores, entre eles os seus trabalhadores, mediante a dissipação do património da empresa, transferindo ativos da mesma para a esfera patrimonial de terceiros, sem que a sociedade recebesse qualquer contrapartida.

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