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Espólio único de padre fangueiro salvo pela Arquidiocese de Braga

Redação - 10 de fevereiro, 2021

Arquidiocese de Braga apresentou ontem espólio musical do padre Manuel Faria «salvo» de alfarrabista de Esposende. Este raro e importante espólio, desvalorizado perdido em caixas no concelho de Esposende e pouco valorizado localmente, acabou por ser comprado pela Arquidiocese de Braga por «dois mil euros», disse D. Jorge Ortiga.

Acompanhado pelo cónego José Paulo Abreu numa conferência de imprensa, o Arcebispo mostrou o espólio musical do padre Manuel Faria Borda. D. Jorge Ortiga revelou que foi uma pessoas a viver em Esposende que deu o alerta  para os mil documentos que estavam nas das mãos de um alfarrabista.

«Quando soube não tive dúvidas e disse: compra», contou o Arcebispo de Braga.

Questionado sobre o valor da obra e pelo preço que pagou, o Cónego José Paulo Abreu referiu que foi pouco para o valor cultural e musical que tem para os cristãos que, nas palavras do cónego José Paulo Abreu, devora os cânticos do padre Manuel Faria.

«Há uma enorme literacia musical do povo português, graças a compositores como o padre Manuel Faria Borda. As músicas chegaram ao coração do nosso povo», apontou.

Recorde-se que no total, foram recuperados 115 manuscritos, 75 obras completas, 211 obras impressas, 250 partituras impressas e 435 revistas de música sacra.

O espólio vai ser estudado pelo Departamento de Arte Sacra da Arquidiocese e que pode ser divulgado na Revista Salicus

[Notícia completa na edição impressa do Farol de Esposende]

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