PSD: Benjamim Pereira vai votar Rangel "por Esposende, por Portugal e pelos portugueses"

AvatarFilipe Oitavem, 17 de novembro, 2021

BP PSD 1 v2

O presidente da concelhia de Esposende, também presidente da Câmara Municipal, Benjamim Pereira, veio hoje a público afirmar oficialmente total apoio a Paulo Rangel para as eleições internas do PSD.

«A exemplo do que foi decidido pela Comissão Política de Secção do PSD de Esposende no pretérito dia 2 de novembro de forma unânime, este apoio é dado de forma convicta e inequívoca a Paulo Rangel», frisa Benjamim Pereira em comunicado.

O líder da concelhia de Esposende acredita mesmo que «Paulo Rangel vai renovar o PSD».

«Envolvendo, unificando, criando consensos, trazendo mais gente da sociedade civil, trazendo novos pensamentos para dentro do partido, tornando-o contemporâneo, moderno e inovador. No próximo dia 27 votarei no melhor líder para o PSD, para que no dia 30 de janeiro de 2022 possamos ir a eleições com um partido unido, todos mobilizados e a remar para o mesmo lado. Portugal precisa de um PSD forte, precisa de uma nova visão para o país, precisa de um novo roteiro para o crescimento e desenvolvimento», frisa Benjamim Pereira, que coloca mesmo Rangel já como primeiro Ministro.

«Após as eleições legislativas de 30 de janeiro, e na qualidade de Primeiro-ministro, Paulo Rangel será, com toda a certeza, capaz de criar um compromisso com Portugal, um compromisso de crescimento versus redistribuição da riqueza, que mobilize os portugueses e que os faça acreditar, de novo, num futuro cada vez melhor para todos», frisa.

O atual autarca de Esposende considera que se vive por estes dias «momentos que se tornarão certamente históricos, quer quanto à sua vida interna, quer quanto ao papel que desempenhará na definição do futuro do nosso país».​

«É urgente resgatar o país a esta governação de esquerda que tem enganado e ludibriado constantemente os portugueses, enquanto compromete decisivamente o futuro do país, o nosso futuro, e pior do que isso, o futuro das gerações mais jovens», diz, lamentando ao mesmo tempo a postura do atual líder do PSD, Rui Rio, que na opinião de Benjamim Pereira, «desperdiçou a oportunidade que lhe foi oferecida ao longo de quatro anos», numa conjuntura «muitíssimo favorável face aos muitos erros cometidos pelo governo», de fazer uma oposição «mais eficaz e assertiva, que denunciasse esses erros, defendendo os interesses do país e mobilizando, ao mesmo tempo, a família social-democrata».


As críticas de Benjamim Pereira são severas e considera que Rui Rio lesou o PSD e deixou-se colar ao PS.

«Por razões de estratégia pessoal, que assentaram no sentido de não desgastar a sua imagem e manter-se vivo politicamente até ao cair do governo, deixou-se colar ao Partido Socialista, admitindo mesmo posições que confundiram o nosso eleitorado e que, pior do que isso, foram lesivas para todos. E sim, é preciso dizer com todas as letras, que o Aliança, Iniciativa Liberal e mesmo o Chega são em parte o resultado de os portuguesas não terem tido, por parte do maior partido da oposição, a atuação vigorosa que esperavam na defesa dos seus interesses e das suas legitimas aspirações», apontou, afirmando que o atual líder do PSD se afastou das bases e dois autarcas.

«Se formos justos na apreciação da atual situação do PSD percebemos que, se o Rui Rio tivesse feito o seu trabalho, tivesse estado próximo das bases e dos autarcas e atuado de forma enérgica na crítica e denúncia dos muitos erros e escândalos do governo, nada disto estaria agora a acontecer e provavelmente nem teria oposição interna», lê-se no comunicado.

Benjamim Pereira recorda “os tempos” do processo eleitoral do PSD e as injustificáveis decisões de Rui Rio.

«Abriu o processo eleitoral, tentando aproveitar o resultado menos mau das autárquicas, e depois, surpreendido com a falta de apoios e adivinhando uma derrota interna, tentou voltar atrás e justificar o injustificável, adiando as eleições. É que, contrariamente ao que tentam reiteradamente fazer passar, ninguém desafiou o líder fora de tempo e, por caricato que possa parecer, tudo aconteceu num tempo marcado e definido por ele mesmo. Não é admissível, a título meramente exemplificativo, que na qualidade de líder, tenha deixado de cumprimentar e felicitar grande parte dos autarcas eleitos do seu partido nestas últimas eleições, que não dialogue com as estruturas partidárias com regularidade e que não aproxime e acarinhe os seus, pois são precisamente os mesmos de quem agora precisa para ganhar as eleições internas», clarifica Benjamim Pereira, reafirmando que não há outro caminho a não ser o do apoio a Rangel.

«Nesse, como noutros aspetos, Paulo Rangel é um homem completamente diferente, trazendo ao de cima uma dimensão humana e uma forma agregadora de fazer política, que começa na unificação do nosso partido, nas suas diferentes sensibilidades e no respeito pelo pensamento de cada um, mesmo que diferente do dele, e termina na forma frontal e destemida como critica e luta pelas suas convicções», vaticina.


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