Esposende: CDS-PP lamenta falta «de largueza de espírito e abertura» para a negociação por parte de Escrivães e Maia

AvatarFrancisco Xavier, 7 de novembro, 2021

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O CDS-PP de Esposende veio a público «lamentar profundamente» aquilo que considera ser «a falta de largueza de espírito e abertura para a negociação por parte de Carlos Escrivães e Eduardo Maia».

Em causa está o processo de constituição das respetivas junta, no caso a UF de Fonte Boa e Rio Tinto e a de Gemeses, onde Maia se recandidatou como independente e não conseguiu repetir a maioria quando era socialista.

O líder da concelhia centrista, frisa que tanto Escrivães como Maia «não souberam, nem quiseram dar consequência à vontade das suas populações».

«As quais, de forma categórica, não lhes concederam nenhuma maioria absoluta, mandando às malvas os superiores interesses dos eleitores de Fonte Boa e Rio Tinto e de Gemeses, que não se compadecem com governos de gestão corrente, circunstância agravada com o atual contexto de crise. Vemos, pois, com pena que Carlos Escrivães e Eduardo Maia, ambos a cumprir o último mantado, prefiram sair pela porta pequena», aponta.

As Juntas de Freguesia de Fonte Boa e Rio Tinto, Gemeses e Apúlia e Fão, no que respeita à eleição dos vogais das referidas Juntas, bem como a eleição das respetivas Mesas da Assembleia de Freguesia, continuam num impasse.

«Como denominador comum, em todas essas Juntas, o facto de a candidatura vencedora não ter logrado atingir a maioria». lê-se na nota de imprensa do CDS-PP

«No que respeita à Junta de Freguesia de Fonte Boa e Rio Tinto, os eleitos locais pelo CDS-PP, liderados por Rui Gonçalves, manifestaram, desde a primeira hora, a sua disponibilidade para viabilizar o executivo da Junta de Freguesia, na condição de que o mesmo fosse também composto por representantes da oposição, espelhando, assim, a vontade dos eleitores. No entanto, desde a primeira hora que o Presidente da Junta, Carlos Escrivães, mostrou-se absolutamente indisponível para estabelecer qualquer entendimento com as forças da oposição, preferindo uma governação limitada aos atos de gestão corrente – através do recurso à figura da “continuidade do mandato”, prevista no artigo 80.º da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, segundo a qual "Os titulares dos órgãos das autarquias locais servem pelo período do mandato e mantêm-se em funções até serem legalmente substituídos" – do que uma governação na sua plenitude de funções», destaca Rui Silva

Segundo o CDS-PP, esta opção constitui «um grave prejuízo para os interesses dos eleitores de Fonte Boa e Rio Tinto, que vêm, assim, a sua Junta privada de plenos poderes pela mera razão de que o seu presidente, Carlos Escrivães, prefere governar “orgulhosamente só”, em gestão limitada, ao invés de formar um Executivo que traduza a vontade popular expressa nas eleições de 26 de setembro, a qual não lhe atribuiu nenhuma maioria».

Já em relação à Junta de Freguesia de Gemeses, onde os eleitores rejeitaram uma maioria de Eduardo Maia, os eleitos locais pelo CDS-PP, liderados por José Martins, transmitiram, desde o primeiro momento, a sua disponibilidade para viabilizar o executivo da Junta de Freguesia, na condição de que o mesmo fosse também composto por representantes da oposição, espelhando, assim, a vontade dos eleitores.

«No entanto, também desde a primeira hora que o presidente da Junta, Eduardo Maia, mostrou-se absolutamente indisponível para estabelecer qualquer entendimento com as forças da oposição. O presidente da Junta, Eduardo Maia, optou pela fuga em frente, isto é, recorrer à figura da “continuidade do mandato”, significando, assim, que a governação da Junta de Gemeses ficará limitada aos atos de gestão corrente, o que acarreta um grave prejuízo para os interesses dos eleitores de Gemeses», lê-se na nota de imprensa

Rui Silva deixa ainda uma última nota para lamentar igualmente a falta de consenso verificada na Junta de Freguesia de Apúlia e Fão, que resultou na demissão dos eleitos pelo PSD e consequente necessidade de novas eleições.

 


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