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Esposende diz à ACES que só espera «até final de setembro»

Redação - 25 de agosto, 2020

A Câmara de Esposende afirmou hoje estar disponível para «avançar com pequenas obras de remodelação» nas unidades de saúde da Apúlia, Belinho e Forjães, que são consideradas necessárias para a sua reabertura devido à pandemia de covid-19, como referiu à imprensa o diretor da ACES Cávado III Barcelos / Esposende, Fernando Ferreira (ver aqui).

O presidente da Câmara, Benjamim Pereira, explicou que a «população precisa» que aquelas unidades entrem em funcionamento, adiantando que apontou à Administração Regional de Saúde do Norte, numa reunião com o diretor ACES realizada na segunda-feira, o «final de setembro» como data limite para aguardar por aquela reabertura.

«Estamos disponíveis para fazer o necessário para que sejam criadas as condições para a reabertura dos centros de saúde. Os edifícios são do Estado, mas carecem de manutenção há muitos anos e, embora não seja da competência da autarquia, estamos disponíveis para avançar com remodelações, mas não grandes intervenções, porque isso acarreta outros custos», explicou o autarca, Benjamim Pereira.

O presidente da Câmara frisou que os centros foram encerrados por causa das «profundas alterações no funcionamento» que a pandemia causou, mas que «já é tempo de reabrir», justificando com o «interesse da população» a necessidade daquela reabertura.

«A continuação do encerramento está a causar constrangimentos à população (…) temos que pensar na nossa população e apontamos o final de setembro como data limite [para a reabertura] ou vamos ter que tomar outras medidas», afirmou Benjamim Pereira, sem adiantar que medidas pode a autarquia tomar.

 O responsável do ACES deu conta que «esta até uma boa altura para fazer pequenas obras, que podem sem feitas pela autarquia até com vista à transferência de competências que vai ser feita e que, assim, já pode ser adiantado trabalho».

«Mesmo com a disponibilidade da câmara estas coisas precisam de planeamento», disse Fernando Ferreira, adiantando que «nós estamos empenhados na melhor opção e em garantir que os centros abram dentro das condições exigidas».

«Tenho que salientar que ainda assim estão a ser garantidos todos os cuidados à população», ressalvou o diretor do ACES Cávado III.

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