▶️ Esposende: Suave Mar, Pedrinhas/Cedovém e Ofir Sul vão ter mesmo que recuar face ao avanço do mar

AvatarNuno Cerqueira, 11 de agosto, 2021

mau tempo mar E 81

Já não é novidade e há estudos que o comprovam e até quem preveja uma alteração profunda de várias zonas em Esposende face ao avanço do mar (ver aqui). No entanto o Plano da Orla Costeira Caminha-Espinho em vigor volta a identificar três áreas no concelho de Esposende que têm que recuar obrigatoriamente: Suave Mar, Ofir Sul e Cedovém/Pedrinhas.

 

O Plano da Orla Costeira Caminha-Espinho, que entrou hoje em vigor, identifica 46 áreas críticas, determinando o recuo planeado de dezenas de núcleos habitacionais.

Na versão final do documento, que entrou hoje em vigor após publicação em Diário da República, e foi aprovada no dia 08 de julho em Conselho de Ministros, são identificadas 46 Áreas Críticas de Proteção, Acomodação e Recuo Planeado na totalidade do troço costeiro Caminha-Espinho que abrange 122 quilómetris da orla costeira, de nove concelhos e de 36 freguesias.

No documento consultado Esposende está na área de ‘Recuo Planeado’, o plano preconiza intervenções nas praias da Amorosa (Viana do Castelo), Praia de Suave Mar, Praia de Ofir Sul, Pedrinhas/Cedovém (Esposende), Árvore, Praia do Mindelo, Vila Chã Norte e Praia do Pucinho (Vila do Conde).

Neste caso, as intervenções visam o recuo da zona de ocupação urbana, relativamente à linha de costa, deslocalizando usos e infraestruturas e assegurando a renaturalização dessas áreas.

Mas o POC-CE identifica ainda, dentro das áreas críticas, ‘Áreas Sujeitas a Estudo’, como Areosa e Praia de Ofir Norte. Para já as Torres de Ofir vão continuar de pé.

Um estudo publicado em 2019 na conceituada revista científica Nature Communications, por Scott A. Kulp e Benjamin Strauss, mostra que daqui a 30 anos, e caso não seja feito nada no imediato, metade de Esposende vai desaparecer.

A zona costeira de Esposende, através das zonas mais vulneráveis, a água do mar vai avançar face à subida do nível dos oceanos devido ao degelo causado pelo aquecimento global. Em 2050, e que pode já revelar em 2040, uma parte substancial de Esposende poderá estar submersa e outras sujeitas a severas inundações costeiras. Esposende é uma uma das zonas críticas e sinalizadas a “vermelho” no mapa (consultar aqui).

Num cenário moderado apontado pelo estudo, e para além do desaparecimento de todas as praias, o mar vai estar para lá da rua Direita e "beijar" o quartel dos Bombeiros Voluntários de Esposende. Da Solidal até à entrada norte da ponte de Fão tudo será água, incluindo também o atual Atlas.


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