JPNT recorda «papel útil da oposição» e PCP pede «respeito» por Esposende

AvatarNuno Cerqueira, 6 de fevereiro, 2021

PCP Saude Esposende NC 13

O movimento independente de cidadãos Juntos pela Nossa Terra (JPNT) veio a público congratular-se com a decisão, por parte das entidades competentes, de implementar o processo de vacinação contra a covid-19 em instalações do concelho de Esposende e que prevê, para já, vacinar 1250 idosos.

«Não sendo possível a criação de dois locais – um a norte e outro a sul do concelho - que seja escolhido um local central, de fácil acesso, amplo e que permita o estacionamento e a ligação através de transportes públicos», dá como conselho líder do movimento, e vereador, Rui Pereira.

«Não podemos, no entanto, deixar de estranhar as posições políticas dos partidos e alguns dos argumentos apresentados. Desde logo porque os únicos vencedores deste “braço de ferro” são os idosos do nosso concelho e a população em geral. Foram eles que ajudaram e foram decisivos para que esta situação fosse revertida, pois da parte do Executivo Municipal a decisão da ARS Norte e ACES Cávado já tinha sido aceite e estavam já a ser mobilizados meios de transporte para Barcelos, com a colaboração das juntas de freguesia»,  acrescenta ainda Rui Pereira.

O vereador recorda ainda a quem está na liderança que o papel da oposição também pode ser útil e colocado em prática.

«É para isso que aqui estamos, por muito que, por vezes, a nossa ação não seja agradável ao Executivo e tantas vezes desprezada e mesmo menorizada. Da mesma forma que não compreendemos a posição do Executivo que, por diversas vezes. em plena Assembleia Municipal, através do seu presidente, apelou à colaboração e apoio do PS para que interceda junto do Governo para resolver problemas que se eternizam no tempo, nomeadamente da barra do Cávado, do Ensino Superior no concelho ou das intervenções nas escolas sob a tutela do Governo. Afinal em que ficamos? Queremos o apoio do PS para umas coisas e não queremos para outras? Qual é o problema de ter sido o PS, o CDS ou o PCP a ajudar a resolver o problema? Para nós, JPNT, nenhum». afirma o vereador.

Rui Pereira diz «perceber o momento» e que os partido agem em ciclos eleitorais «mas há um tempo próprio para isso».

«E neste momento o mais importante é a saúde e a segurança das nossas comunidades. O senhor presidente da Câmara não pode vitimizar-se, apelar à união, lamentar o aproveitamento político da situação que vivemos e depois tem o mesmo tipo de  comportamento, chegando ao cúmulo de exigir a saída do diretor do ACES Cávado III, com quem andou de “braço dado” até agora, com sacrifício das populações que tiveram os centros de saúde e unidades de saúde locais encerrados durante meses. Já todos percebemos que o Executivo e o senhor Presidente nunca deveriam ter aceite as condições impostas. Aliás, não se percebe como se aceita fazer uma reunião no dia 1 de fevereiro, quando o processo iria começar dois dias depois. É um processo demasiado sério e complexo para esta leviandade no seu tratamento. Como se corta relações com o responsável da entidade que terá um papel fundamental neste processo? Apenas para “sacudir a água do capote”? Também muitos de nós já perdeu há muito a confiança neste Executivo e neste presidente e nem por isso pedimos a sua demissão. Lá virá o tempo em que a população vai julgar o trabalho feito», frisa o vereador.

Já o PCP de Esposende, através de Manuel Carvoeiro, pede respeito pelos esposendenses e lamenta a guerrilha entre a Câmara de maioria PSD e PS local.

«A Comissão Concelhia do PCP de Esposende distancia-se destas guerras que se enquadram apenas numa lógica de poder e de benefícios eleitorais, tanto mais na proximidade das eleições autárquicas previstas para outubro deste ano. Os esposendenses merecem respeito», afirma Manuel Carvoeiro.

O PCP reafirma que «é essencial e prioritário: garantir a rápida vacinação da população com todas as condições sanitárias no concelho de Esposende e não em Barcelos e minimizar as "tricas" entre aqueles que ficaram indiferentes perante a formação dos "agrupamentos" no tempo da maldita troika».

«Também, num plano mais geral, o PCP considera que a vacinação rápida e massiva da população, não pode ficar dependente unicamente do programa de vacinas da União Europeia e das multinacionais farmacêuticas. Estas, sim, são as preocupações do PCP que continuarão a nortear a sua ação», vaticina o PCP.


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