Ministro volta afirmar intervenção de desassoreamento na barra de Esposende

AvatarNuno Cerqueira, 1 de maio, 2021

esposende porto 1

O ministro do Mar voltou hoje a lembrar que o porto de Esposende vai ser desassoreado para garantir segurança aos pescadores. Segundo Ricardo Serrão Santos a intervenção na barra, ainda sem data certa, faz parte de um investimento total de 5,1 milhões de euros para dragagens nos portos de pesca do Norte.

Um investimento estatal que já havia sido noticiado este jornal em março  para operações de dragagem, de forma a atenuar o problema do assoreamento.

As operações vão abranger as estruturas portuárias da Póvoa de Varzim e Vila do Conde, do distrito do Porto, Esposende (Braga) e Vila Praia de Âncora (Caminha), estando previstas acontecerem entre 2021 e 2023, com o objetivo principal de «garantir a segurança dos pescadores».

«Os nossos portos de pesca têm uma importância estratégica no contexto nacional. Ficarão asseguradas todas as condições para monitorização da segurança e navegabilidade das barras e canais de acesso, bem como as dragagens de manutenção feitas atempadamente», partilhou o Ministro do Mar, durante a inauguração de um novo polo da marina da Póvoa de Varzim, no distrito do Porto.

Ricardo Serrão Santos lembrou que os fenómenos de assoreamento [acumulação de areias e sedimentos] junto a esta infraestruturas «obrigam a dragagens permanentes de manutenção», revelando, também, um plano para que os inertes retirados nas operações possam servir para travar a erosão costeira.

«Está em curso um trabalho da Direção Geral de Recursos Marítimos e da Agência Portuguesa de Ambiente para aprovação de um novo plano para a deposição, em novos locais, de sedimentos, não contaminados, provenientes das dragagens para reforçar a defesa das linhas de costa», disse Ricardo Serrão Santos.

Já o presidente da Câmara da Póvoa de Varzim aproveitou a presença do Ministro para frisar que «é fundamental que se faça uma dragagem profunda».

«Sabemos que não vai resolver definitivamente o problema, porque este é um porto artificial, mas impõe-se uma intervenção frequente, porque não podemos estar constantemente com o porto assoreado», revelou Aires Pereira.

 


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