▶️ Há agora uma "app" em Esposende mais "smart" e mais "city"

AvatarRedação , 26 de março, 2021

esposende sc 8

A Câmara de Esposende apresentou hoje a segunda fase de desenvolvimento do projeto “Esposende Smartcity” numa cerimónia que serviu, essencialmente, para apresentar a aplicação e a plataforma onde passam a estar disponíveis os dados analíticos do território.


Raul Junqueiro, Head of smartcities do grupo DST, apresentou o novo aplicativo, já disponível para android e IOS, que reune informação «sobre a qualidade da água ou do ar, informação geográfica e ambiental, resíduos ou contactos públicos».

«Pretende-se tornar a cidade mais próxima dos cidadãos», disse, destacando que através de uma única plataforma de IoT, (internet das coisas), será possível agregar todos aqueles dados relativos ao território no que diz respeito a cadastro de infraestruturas e de pontos de interesse, com o objetivo de tornar Esposende capaz de responder, de forma integrada e em tempo real, aos diferentes desafios urbanos, promovendo soluções inclusivas e eficientes na utilização dos recursos, mas também geradora de valor acrescentado e criadora de riqueza.

«Lançam-se, agora, as fundações para o processo de smartcities de Esposende, na medida em que temos os dados capazes de promover um mecanismo de transformação digital, que promova a eficácia e eficiência nos recursos, através de um complexo sistema de informação, mas garantido a sua fácil perceção e o seu impacto no território», destacou, então, o presidente da Câmara de Esposende, Benjamim Pereira, no discurso que teve no salão nobre da Câmara, lembrando que este processo arrancou antes das restrições decretadas pela pandemia e que teve efeitos práticos durante o confinamento.

 

«Antes da pandemia já se praticava em Esposende o teletrabalho, já se instruía para a literacia digital de crianças e adultos, o que permitiu que a formação prosseguisse, mesmo em confinamento. Agora, teremos mais informação para disponibilizar, com mais parâmetros úteis para todos», vincou Benjamim Pereira.

O projeto Esposende Smartcity, lançado em 2019, surgiu da necessidade de empreender uma metodologia que permita realizar a adequada gestão da informação já disponível, a par da obtenção de dados adicionais sobre o território e sobre o uso de recursos, permitindo o seu tratamento e uso de forma preditiva, proativa e, sobretudo, eficiente.

O trabalho preparatório para este nova fase consistiu na definição de um conjunto de parâmetros de cariz ambiental para monitorização e a respetiva distribuição e instalação de sensores pelo território, medindo os raios ultravioleta, o ruído e a qualidade do ar, e também a instalação de uma Estação Meteorológica. Para o bom uso dos dados recolhidos por estes equipamentos foi necessária a implementação de uma rede de infraestrutura de comunicações LoraWAN, agregando todas as informações destes sensores, escalável a novos casos de uso, como o ambiente, a mobilidade, a energia, o turismo, o património e cultura, entre outras.

Assim, foi implementada uma plataforma de internet das coisas, capaz de dar inteligência ao volume de dados em tempo real criados no território pela sensorização e aos dados das várias camadas SIG integrados no desenvolvimento de novos sistemas de informação, e com a disponibilização de uma aplicação móvel para interface do projeto com os cidadãos.
Com estas novas ferramentas, foram chamadas entidades externas, capazes de enriquecer a gama de dados disponíveis. Através de acordos de cooperação, formais e informais, envolvemos entidades como a Agência Portuguesa do Ambiente, o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, a Capitania, e até a Academia, na cedência de dados que estão já a enriquecer a nossa plataforma de informação.

Esposende Smartcity encontra-se no ponto de consolidar três das dimensões de cariz mais tecnológico do projeto: temos dados (Esposende Território Analítico). Com estes podem tomar-se decisões sustentadas (Esposende Território Resiliente), permitindo antecipar cenários e atuar em conformidade, de forma a perceber de antemão, os problemas e implementar soluções preventivas e não remediativas (Esposende Território Preditivo).

Lançaram-se, assim, as fundações para o processo de smartcities de Esposende, na medida em que temos os dados capazes de promover um mecanismo de transformação digital, que promova a eficácia e eficiência nos recursos, através de um complexo sistema de informação, mas garantido a sua fácil perceção e o seu impacto no território.

 


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