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Vacinas que sobraram dos bombeiros em Esposende foram para pessoas "prioritárias"

Nuno Cerqueira - 20 de fevereiro, 2021

As vacinas contra a covid-19 que "sobraram" dos bombeiros do concelho de Esposende foram inoculadas na população prioritária da primeira fase, no caso pessoas entre os 50 e os 64 anos com patologias inseridas no plano de vacinação covid-19 resultantes das normas da DGS.

Apesar do processo de vacinação, a cargo das autoridades de saúde, estar previsto para começar na próxima terça-feira, alguns utentes foram chamados nos dias de vacinação dos bombeiros, de Fão e Esposende, para serem vacinados contra a covid-19.

Facto que surpreendeu os esposendenses abrangidos e que indignou as corporações locais com uma "guerra" de listas e que levaram, por exemplo, o comandante da corporação dos Bombeiros Voluntários de Esposende, Juvenal Campos, a sucessivas reações nas redes sociais, levantado suspeitas no processo e que podem agora chegar ao Ministério Público.

As listas dinâmicas apresentadas pelos bombeiros não foram aceites pela autoridade de saúde que sempre considerou as validadas pelo Ministério da Administração Interna (MAI) . Este jornal tentou perceber o motivo e a resposta vem da "task force".

«Não existe qualquer alteração ao estabelecido no plano em vigor. O plano define para a primeira fase de vacinação dois grupos prioritários em função dos propósitos "salvar vidas" e conferir "resiliência" à resposta do Estado. No grupo resiliente estão, entre outros, os bombeiros e no grupo "salvar vidas" estão os idosos com mais de 80 anos e os com idade superior a 50 com comorbilidades associadas. As vacinas "sobrantes" no grupo resiliente passam para o grupo "salvar vidas" onde estão incluídos os tais cidadãos mais vulneráveis em contexto de pandemia», esclarece fonte da autoridade de saúde.

«Atentas as atuais limitações conhecidas na disponibilidade global de vacinas, a administração das mesmas a estes dois grupos tem sido efetuada à razão de 90% das vacinas disponíveis para cidadãos do primeiro grupo ("salvar vidas") e 10% para o segundo grupo resiliência do Estado em período de pandemia», precisa, desta feita, comunicado da task force.

A task force para a elaboração do «Plano de vacinação contra a COVID-19 em Portugal», criada pelo despacho nº. 11737/2020, de 26 de novembro, das áreas governativas da Defesa Nacional, Administração Interna e Saúde, tem como objetivo garantir a coerência e execução do Plano e coordenar o trabalho já realizado, entre todas as entidades envolvidas no sucesso desta operação, bem como a articulação com as Regiões Autónomas e auscultação de organismos relevantes.

A coordenação é composta por vice-Almirante Henrique Gouveia e Melo (coordenador), José Gamito Carrilho, representante do Ministério da Administração Interna, representante do SIS, Valter Fonseca, representante da Direção Geral da Saúde, António Faria Vaz, representante do INFARMED, IP Luís Goes Pinheiro, representante da SPMS, EPE.

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