Seremos pessoas ou seremos médias?

AvatarCristiana Santos, 6 de agosto, 2021

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Numa semana em que foram conhecidos os resultados da 1ª fase dos exames nacionais, muito se tem falado das médias e do decréscimo que estas tiveram relativamente a anos anteriores.

É altura de pararmos e refletirmos um pouco sobre o panorama educacional em Portugal. Se não seria altura de tentar alterar algumas coisas e reformular programas. Será justo a nota de um exame nacional pôr em causa todo o trabalho que se faz ao longo de uma vida, mais concretamente em três anos de ensino secundário? Será que é uma prova de 120 minutos que consegue avaliar realmente os conhecimentos adquiridos ao longo dos anos, por um estudante? Muito provavelmente está na altura de pararmos e pensarmos no que realmente importa. Está na altura de tomar decisões e de reformular os programas educacionais.

Se em tão pouco tempo, com o aparecimento do COVID-19, foi possível alterar o método de aprendizagem com a implementação do regime online para ter aulas, de certeza que a longo prazo era possível reformular todo o programa que põe em causa os conhecimentos de um aluno, numa prova de apenas 120 minutos.

Não existem pessoas iguais. Uns, mais que outros, sabem lidar, melhor ou pior, com situações de stress e pressão, daí a injustiça para muitos que chegam a uma prova deste tipo e bloqueiam. Fica assim um sonho comprometido porque não se consegue obter a média necessária para entrar em determinado curso. Contudo, não estou a dizer que não ache importante haver este método de avaliação para os alunos, estou sim a dizer que deveriam existir outros métodos de avaliação, de modo a que o peso de um exame nacional fosse menor. Se pensarmos bem, para exercer alguns tipos de profissão é necessário ter conhecimentos, mas o lado humano em muitas delas também é importante. De que adianta ter uma excelente média para ser por exemplo, professor ou enfermeiro, se depois o jeito e gosto para lidarmos com pessoas é nulo.

Com todas as mudanças que têm havido com o covid, não seria altura de mudar também esta situação!? Começarmos a olhar para os estudantes como pessoas e não apenas como uma média.

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