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CN Fão refuta «aglomerados de atletas» e diz que vai manter atividade limitada

Nuno Cerqueira - 25 de janeiro, 2021

O Náutico de Fão nega quaisquer aglomerados de atletas nas instalações do clube, mas confirma a visita da GNR que «verificou conformidade com a contingência em vigor face às medidas do Estado de Emergência».

Em comunicado, enviado à redação depois da visita da GNR às instalações do clube na sequência de várias denúncias de alegado romper das regras de confinamento, o clube fangueiro diz que a GNR aferiu «in loco”que se encontravam a treinar na água um grupo restrito de atletas, em autonomia, assim como as rigorosas regras impostas no clube».

«É um facto que não existiu até hoje nenhum contágio rastreado no CN Fão, entre os 120 atletas, os nove treinadores, os três professores ou os dirigentes. Os agentes da GNR limitaram-se a verificar que tudo estava em conformidade e saíram do local», diz a direção do clube, contrariando as declarações da GNR a este jornal, referindo que os militares «não interromperam ou terminaram quaisquer treinos».

O Náutico de Fão frisa que o presidente da República «ao determinar o Estado de Emergência fez questão de não privar os cidadãos da prática desportiva em segurança, ou seja, individual e ao ar livre».

«O Governo, conjuntamente com a DGS e os peritos, não privaram os cidadãos desse direito fundamental. Mediante o pedido de alguns atletas e equipa técnica e o compromisso do respeito máximo pelas regras, entendeu-se que não compete ao Clube proibir um direito que está na constituição e que nem o Sr. Presidente da República, o Governo ou a DGS entenderam ser necessário proibir», diz o clube, afirmando mesmo que «o risco de contágio é menor no rio, dentro de uma embarcação individual, do que a correr ou andar de bicicleta em terra, dada a maior frequência de pessoas».

O clube frisa que está a cumprir todas as regras e que se vai manter em funcionamento de forma limitada, com «dois grupos de atletas - seis em cada - que não se cruzam entre eles e os restantes atletas treinam em suas casas com o apoio à distância dos treinadores».

«Sabemos que há clubes que dizem ter proibido a prática desportiva, mas que depois se mantém em funcionamento, sem lei nem ordem, esses sim sem terem adotado medidas de segurança sob uma falsa máscara de estarem encerrados», vaticina o clube em nota enviada a esta redação.

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